Estaduais sem os grandes? Sim, já tivemos!

Campo de futebol ao entardecer com bola nas cores branco e preto.

Será que os Campeonatos Estaduais devem acabar? Você já parou para pensar nisso?

Há quem questione: os times grandes precisam disputá-los? Quem está no Brasileirão Série A ou B deve competir dentro do próprio Estado? E quem está na Série C ou mesmo na D?

Pode parecer só fantasia, mas já houve alguns Estaduais sem os grandes. E todos no mesmo ano.

Vem com o Tem Bola na Tuba conhecer essa história. Ou relembrá-la, pois não faz muito tempo. Você já havia nascido?

O ano era 2002

Um ano especial. O ano em que nosso Brasil conquistava sua última Copa do Mundo. Primeiro e ainda único a ter 5 delas.

Mas você sabe, aqui não tratamos disso.

O que vamos lembrar daquele ano são os Estaduais diferentes.

E o que aconteceu?

Em 2002, torneios regionais aconteciam por quase todo o país. Juntavam-se aos Estaduais, Brasileirão, Copa do Brasil e Taça Libertadores. Sem falar, óbvio, na Copa do Mundo no meio do ano.

Resultado: o calendário brasileiro ficou inchado demais!

Os clubes não vão dar conta de todas essas competições num ano só! Ai, meu Deus, e agora??

A solução encontrada foi que alguns Estaduais não tivessem os grandes, que focariam nos regionais.

Vamos ver quais Estaduais foram esses e quem os ganhou?

Importante: todos eles seguiram a mesma fórmula. Todos contra todos, pontos corridos, dois turnos, quem fizer mais pontos é campeão.

São Paulo: em Itu, tudo é grande!

Começamos com o Paulista.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) excluiu os gigantes do Estado da disputa, para que eles focassem no Torneio Rio-São Paulo.

Na verdade, não foram só Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Também Guarani, Paulista de Jundiaí, Ponte Preta, Portuguesa e São Caetano ficaram de fora.

Assim, disputaram aquele torneio:

  • América de SJRP
  • Botafogo de RP
  • Inter de Limeira
  • Ituano
  • Juventus da Mooca
  • Matonense
  • Mogi Mirim
  • Portuguesa Santista
  • Rio Branco de Americana
  • Santo André
  • União Barbarense
  • União São João de Araras

E, depois de 22 rodadas, quem chegou em primeiro foi o Ituano!

Infelizmente, não foram encontrados vídeos daquele torneio. Fique com o resumo falado da campanha, por Ricardo Oliveira (não aquele).

Resumo da campanha do Galo de Itu. Crédito: YouTube/Ricardo Oliveira Esporte

E rebaixamento, houve? Sim! O último colocado caiu para a Série A2 de 2003. No caso, a Matonense.

Minas Gerais: salve a Veterana!

Também houve em 2002 a Copa Sul-Minas.

E graças a ela, os grandes times mineiros seguiram os paulistas e deixaram o Estadual de lado.

Além da dupla Atlético e Cruzeiro, o América ficou de fora.

Dessa forma, participaram daquele Mineiro:

  • Caldense
  • Ipatinga
  • Nacional de Uberaba
  • Rio Branco de Andradas
  • Tupi
  • Uberlândia
  • URT
  • Villa Nova

E quem terminou com mais pontos e o troféu na mão? A Caldense!

Abaixo, os gols do jogo que garantiu o troféu para a Veterana, contra o Nacional de Uberaba.

Poços de Caldas em festa! Crédito: YouTube/Futebol Raiz

O Uberlândia terminou com a menor pontuação e foi rebaixado.

Paraná: o voo do Azulão

Os melhores do Paraná também abriram mão da disputa estadual.

Pelo mesmo motivo que os mineiros: a Copa Sul-Minas.

Esteve nela o trio de ferro (Athletico, Coritiba e Paraná), bem como o finado Malutrom.

Sobraram então para competir dentro do Estado:

  • Grêmio Maringá
  • Iraty
  • Londrina
  • Ponta Grossa EC
  • Portuguesa Londrinense
  • Prudentópolis EC
  • Rio Branco
  • União Bandeirante

E quem se sagrou no fim foi o Iraty!

Alguns momentos da campanha vitoriosa do Azulão. Crédito: YouTube/tiagocamisa10

Não houve rebaixamento naquele campeonato. Bom, né? Principalmente para o lanterna Ponta Grossa.

Bahia: a festa da filial

Vamos terminar com o Campeonato Baiano.

Além dos gigantes Bahia e Vitória, o Fluminense de Feira não esteve no torneio.

O motivo era o Campeonato do Nordeste. Esse que hoje está de volta, sendo chamado Copa do Nordeste ou Lampions League.

Com a ausência de 3 times, ficaram 9 para disputar o título estadual. Foram eles:

  • Atlético de Alagoinhas
  • Barreiras
  • Camaçari
  • Catuense
  • Colo-Colo de Ilhéus
  • Cruzeiro de Cruz das Almas
  • Juazeiro
  • Palmeiras Nordeste
  • Poções

Concluídos os dois turnos, a maior pontuação foi a do Palmeiras Nordeste!

Sim, era uma filial do gigante paulista, em Feira de Santana.

Conheça o Palmeiras Nordeste! Crédito: YouTube/Futebol Raiz

O último colocado e rebaixado foi o Barreiras.

E onde estão os campeões em 2025?

Infelizmente, nenhum deles está na primeira divisão estadual. E um nem joga mais.

O Ituano disputou a Série A2, segunda divisão de São Paulo. Disputou o acesso à elite com o Capivariano, mas acabou derrotado.

A Caldense estará também na segunda divisão de seu Estado, o Módulo 2 do Mineiro. O torneio está previsto para começar em maio.

O Iraty está ainda mais embaixo: na terceira divisão do Paraná. Não há data definida para o início da competição.

Por fim, o Palmeiras Nordeste encerrou os trabalhos em 2007. Há atualmente o Feirense FC, tido como sua refundação. Será que são o mesmo clube?

Que tal reviver a ideia?

O Tem Bola na Tuba teve uma ideia.

Como nos casos descritos, certos times poderiam não disputar campeonatos estaduais.

Mas não por estarem em copas regionais, e sim por estarem no Brasileirão.

Em qualquer divisão. Série A, B, C ou D.

Aqueles que estão abaixo dessas divisões poderiam disputar torneios dentro dos Estados ou regiões, valendo o acesso à última divisão nacional.

Coisa parecida já se aplica, por exemplo, na Inglaterra e Alemanha. E até em países da nossa América do Sul, como a Bolívia.

Seriam rebaixados para esses torneios os últimos de cada grupo da Série D. Os dois últimos, talvez.

O que acha dessa ideia? Conte nos comentários!

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Referências: Revista Placar, Federação Paulista de Futebol, Bola n@ Área (1) (2) (3)

Sobre o Autor

Central Tem Bola na Tuba

Olá, sou Tuba, jornalista e criador do projeto "Tem Bola na Tuba". Minha paixão pelo futebol e pelo jornalismo me levou a criar este blog, onde compartilho notícias, análises e histórias do mundo fascinante do futebol.

Formei-me em Jornalismo pelo UNINTER Centro Universitário Internacional, onde concluí meu bacharelado em 2019. Durante minha formação, desenvolvi habilidades em jornalismo e redação de notícias, que me permitem transmitir informações de forma clara, precisa e envolvente.

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